Livros, ideias e confluências musicais. Um programa criado para pessoas que amam livros e bons papos regados a um bom café. Aqui no Café com Letras, você saboreia as palavras.
03/06/2010
28/05/2010
JESSIER QUIRINO NO CAFÉ COM LETRAS
Vou-me embora pro passado
Vou-me embora pro passado
Lá sou amigo do rei
Lá tem coisas "daqui, ó!"
Roy Rogers, Buc Jones
Rock Lane, Dóris Day
Vou-me embora pro passado.
Vou-me embora pro passado
Porque lá, é outro astral
Lá tem carros Vemaguet
Jeep Willes, Maverick
Tem Gordine, tem Buick
Tem Candango e tem Rural.
Lá dançarei Twist
Hully-Gully, Iê-iê-iê
Lá é uma brasa mora!
Só você vendo pra crê
Assistirei Rim Tim Tim
Ou mesmo Jinne é um Gênio
Vestirei calças de Nycron
Faroeste ou Durabem
Tecidos sanforizados
Tergal, Percal e Banlon
Verei lances de anágua
Combinação, califon
Escutarei Al Di Lá
Dominiqui Niqui Niqui
Me fartarei de Grapette
Na farra dos piqueniques
Vou-me embora pro passado.
No passado tem Jerônimo
Aquele Herói do Sertão
Tem Coronel Ludugero
Com Otrope em discussão
Tem passeio de Lambreta
De Vespa, de Berlineta
Marinete e Lotação.
Quando toca Pata Pata
Cantam a versão musical
"Tá Com a Pulga na Cueca"
E dançam a música sapeca
Ô Papa Hum Mau Mau
Tem a turma prafrentex
Cantando Banho de Lua
Tem bundeira e piniqueira
Dando sopa pela rua
Vou-me embora pro passado.
Vou-me embora pro passado
Que o passado é bom demais!
Lá tem meninas "quebrando"
Ao cruzar com um rapaz
Elas cheiram a Pó de Arroz
Da Cachemere Bouquet
Coty ou Royal Briar
Colocam Rouge e Laquê
English Lavanda Atkinsons
Ou Helena Rubinstein
Saem de saia plissada
Ou de vestido Tubinho
Com jeitinho encabulado
Flertando bem de fininho.
E lá no cinema Rex
Se vê broto a namorar
De mão dada com o guri
Com vestido de organdi
Com gola de tafetá.
Os homens lá do passado
Só andam tudo tinindo
De linho Diagonal
Camisas Lunfor, a tal
Sapato Clark de cromo
Ou Passo-Doble esportivo
Ou Fox do bico fino
De camisas Volta ao Mundo
Caneta Shafers no bolso
Ou Parker 51
Só cheirando a Áqua Velva
A sabonete Gessy
Ou Lifebouy, Eucalol
E junto com o espelhinho
Pente Pantera ou Flamengo
E uma trunfinha no quengo
Cintilante como o sol.
Vou-me embora pro passado
Lá tem tudo que há de bom!
Os mais velhos inda usam
Sapatos branco e marrom
E chapéu de aba larga
Ramenzone ou Cury Luxo
Ouvindo Besame Mucho
Solfejando a meio tom.
No passado é outra história!
Outra civilização...
Tem Alvarenga e Ranchinho
Tem Jararaca e Ratinho
Aprontando a gozação
Tem assustado à Vermuth
Ao som de Valdir Calmon
Tem Long-Play da Mocambo
Mas Rosenblit é o bom
Tem Albertinho Limonta
Tem também Mamãe Dolores
Marcelino Pão e Vinho
Tem Bat Masterson, tem Lesse
Túnel do Tempo, tem Zorro
Não se vê tantos horrores.
Lá no passado tem corso
Lança perfume Rodouro
Geladeira Kelvinator
Tem rádio com olho mágico
ABC a voz de ouro
Se ouve Carlos Galhardo
Em Audições Musicais
Piano ao cair da tarde
Cancioneiro de Sucesso
Tem também Repórter Esso
Com notícias atuais.
Tem petisqueiro e bufê
Junto à mesa de jantar
Tem bisqüit e bibelô
Tem louça de toda cor
Bule de ágata, alguidar
Se brinca de cabra cega
De drama, de garrafão
Camoniboi, balinheira
De rolimã na ladeira
De rasteira e de pinhão.
Lá, também tem radiola
De madeira e baquelita
Lá se faz caligrafia
Pra modelar a escrita
Se estuda a tabuada
De Teobaldo Miranda
Ou na Cartilha do Povo
Lendo Vovô Viu o Ovo
E a palmatória é quem manda.
Tem na revista O Cruzeiro
A beleza feminina
Tem misse botando banca
Com seu maiô de elanca
O famoso Catalina
Tem cigarros Yolanda
Continental e Astória
Tem o Conga Sete Vidas
Tem brilhantina Glostora
Escovas Tek, Frisante
Relógio Eterna Matic
Com 24 rubis
Pontual a toda hora.
Se ouve página sonora
Na voz de Ângela Maria
"— Será que sou feia?
— Não é não senhor!
— Então eu sou linda?
— Você é um amor!..."
Quando não querem a paquera
Mulheres falam: "Passando,
Que é pra não enganchar!"
"Achou ruim dê um jeitim!"
"Pise na flor e amasse!"
E AI e POFE! e quizila
Mas o homem não cochila
Passa o pano com o olhar
Se ela toma Postafen
Que é pra bunda aumentar
Ele empina o polegar
Faz sinal de "tudo X"
E sai dizendo "Ô Maré!
Todo boy, mancando o pé
Insistindo em conquistar.
No passado tem remédio
Pra quando se precisar
Lá tem Doutor de família
Que tem prazer de curar
Lá tem Água Rubinat
Mel Poejo e Asmapan
Bromil e Capivarol
Arnica, Phimatosan
Regulador Xavier
Tem Saúde da Mulher
Tem Aguardente Alemã
Tem também Capiloton
Pentid e Terebentina
Xarope de Limão Brabo
Pílulas de Vida do Dr. Ross
Tem também aqui pra nós
Uma tal Robusterina
A saúde feminina.
Vou-me embora pro passado
Pra não viver sufocado
Pra não morrer poluído
Pra não morar enjaulado
Lá não se vê violência
Nem droga nem tanto mau
Não se vê tanto barulho
Nem asfalto nem entulho
No passado é outro astral
Se eu tiver qualquer saudade
Escreverei pro presente
E quando eu estiver cansado
Da jornada, do batente
Terei uma cama Patente
Daquelas do selo azul
Num quarto calmo e seguro
Onde ali descansarei
Lá sou amigo do rei
Lá, tem muito mais futuro
Vou-me embora pro passado
Lá sou amigo do rei
Lá tem coisas "daqui, ó!"
Roy Rogers, Buc Jones
Rock Lane, Dóris Day
Vou-me embora pro passado.
Vou-me embora pro passado
Porque lá, é outro astral
Lá tem carros Vemaguet
Jeep Willes, Maverick
Tem Gordine, tem Buick
Tem Candango e tem Rural.
Lá dançarei Twist
Hully-Gully, Iê-iê-iê
Lá é uma brasa mora!
Só você vendo pra crê
Assistirei Rim Tim Tim
Ou mesmo Jinne é um Gênio
Vestirei calças de Nycron
Faroeste ou Durabem
Tecidos sanforizados
Tergal, Percal e Banlon
Verei lances de anágua
Combinação, califon
Escutarei Al Di Lá
Dominiqui Niqui Niqui
Me fartarei de Grapette
Na farra dos piqueniques
Vou-me embora pro passado.
No passado tem Jerônimo
Aquele Herói do Sertão
Tem Coronel Ludugero
Com Otrope em discussão
Tem passeio de Lambreta
De Vespa, de Berlineta
Marinete e Lotação.
Quando toca Pata Pata
Cantam a versão musical
"Tá Com a Pulga na Cueca"
E dançam a música sapeca
Ô Papa Hum Mau Mau
Tem a turma prafrentex
Cantando Banho de Lua
Tem bundeira e piniqueira
Dando sopa pela rua
Vou-me embora pro passado.
Vou-me embora pro passado
Que o passado é bom demais!
Lá tem meninas "quebrando"
Ao cruzar com um rapaz
Elas cheiram a Pó de Arroz
Da Cachemere Bouquet
Coty ou Royal Briar
Colocam Rouge e Laquê
English Lavanda Atkinsons
Ou Helena Rubinstein
Saem de saia plissada
Ou de vestido Tubinho
Com jeitinho encabulado
Flertando bem de fininho.
E lá no cinema Rex
Se vê broto a namorar
De mão dada com o guri
Com vestido de organdi
Com gola de tafetá.
Os homens lá do passado
Só andam tudo tinindo
De linho Diagonal
Camisas Lunfor, a tal
Sapato Clark de cromo
Ou Passo-Doble esportivo
Ou Fox do bico fino
De camisas Volta ao Mundo
Caneta Shafers no bolso
Ou Parker 51
Só cheirando a Áqua Velva
A sabonete Gessy
Ou Lifebouy, Eucalol
E junto com o espelhinho
Pente Pantera ou Flamengo
E uma trunfinha no quengo
Cintilante como o sol.
Vou-me embora pro passado
Lá tem tudo que há de bom!
Os mais velhos inda usam
Sapatos branco e marrom
E chapéu de aba larga
Ramenzone ou Cury Luxo
Ouvindo Besame Mucho
Solfejando a meio tom.
No passado é outra história!
Outra civilização...
Tem Alvarenga e Ranchinho
Tem Jararaca e Ratinho
Aprontando a gozação
Tem assustado à Vermuth
Ao som de Valdir Calmon
Tem Long-Play da Mocambo
Mas Rosenblit é o bom
Tem Albertinho Limonta
Tem também Mamãe Dolores
Marcelino Pão e Vinho
Tem Bat Masterson, tem Lesse
Túnel do Tempo, tem Zorro
Não se vê tantos horrores.
Lá no passado tem corso
Lança perfume Rodouro
Geladeira Kelvinator
Tem rádio com olho mágico
ABC a voz de ouro
Se ouve Carlos Galhardo
Em Audições Musicais
Piano ao cair da tarde
Cancioneiro de Sucesso
Tem também Repórter Esso
Com notícias atuais.
Tem petisqueiro e bufê
Junto à mesa de jantar
Tem bisqüit e bibelô
Tem louça de toda cor
Bule de ágata, alguidar
Se brinca de cabra cega
De drama, de garrafão
Camoniboi, balinheira
De rolimã na ladeira
De rasteira e de pinhão.
Lá, também tem radiola
De madeira e baquelita
Lá se faz caligrafia
Pra modelar a escrita
Se estuda a tabuada
De Teobaldo Miranda
Ou na Cartilha do Povo
Lendo Vovô Viu o Ovo
E a palmatória é quem manda.
Tem na revista O Cruzeiro
A beleza feminina
Tem misse botando banca
Com seu maiô de elanca
O famoso Catalina
Tem cigarros Yolanda
Continental e Astória
Tem o Conga Sete Vidas
Tem brilhantina Glostora
Escovas Tek, Frisante
Relógio Eterna Matic
Com 24 rubis
Pontual a toda hora.
Se ouve página sonora
Na voz de Ângela Maria
"— Será que sou feia?
— Não é não senhor!
— Então eu sou linda?
— Você é um amor!..."
Quando não querem a paquera
Mulheres falam: "Passando,
Que é pra não enganchar!"
"Achou ruim dê um jeitim!"
"Pise na flor e amasse!"
E AI e POFE! e quizila
Mas o homem não cochila
Passa o pano com o olhar
Se ela toma Postafen
Que é pra bunda aumentar
Ele empina o polegar
Faz sinal de "tudo X"
E sai dizendo "Ô Maré!
Todo boy, mancando o pé
Insistindo em conquistar.
No passado tem remédio
Pra quando se precisar
Lá tem Doutor de família
Que tem prazer de curar
Lá tem Água Rubinat
Mel Poejo e Asmapan
Bromil e Capivarol
Arnica, Phimatosan
Regulador Xavier
Tem Saúde da Mulher
Tem Aguardente Alemã
Tem também Capiloton
Pentid e Terebentina
Xarope de Limão Brabo
Pílulas de Vida do Dr. Ross
Tem também aqui pra nós
Uma tal Robusterina
A saúde feminina.
Vou-me embora pro passado
Pra não viver sufocado
Pra não morrer poluído
Pra não morar enjaulado
Lá não se vê violência
Nem droga nem tanto mau
Não se vê tanto barulho
Nem asfalto nem entulho
No passado é outro astral
Se eu tiver qualquer saudade
Escreverei pro presente
E quando eu estiver cansado
Da jornada, do batente
Terei uma cama Patente
Daquelas do selo azul
Num quarto calmo e seguro
Onde ali descansarei
Lá sou amigo do rei
Lá, tem muito mais futuro
Vou-me embora pro passado
Quando se apresentou, há cerca de dois anos, no Café com Letras, Jessier Quirino
lotou até a calçada do lado de fora da livraria!
O músico, poeta e humorista realmente encanta e cativa seu público em todos os lugares.
A produtora do artista acaba de deixar vários exemplares de seu material no Café com Letras:
livros, cd´s, livros com cd´s... =)
Quem quiser adquirir é só passar por aqui!
28/04/2010
Clube da Leitura no Café com Letras - participe! 10 de junho!!
O que? "II Encontro de Leitores Antes Que a Rotina Nos Separe De..."
Onde? Café com Letras, 203 sul
Quando? 10 de junho de 2010, às 21h.
Quem? Leitores que cultivam o prazer de ler e debater
Como? Indo ao Café no dia marcado
Por quê? Interagir, papear e trocar impressões deixa a rotina mais legal, antes que a gente se separe dos momentos bons da vida!
Livro? Os suicidas, de Antonio Di Benedetto. Tradução: Maria Paula Gurgel Ribeiro. Editora Globo, 2005, 168 páginas. (Literatura estrangeira – Latino americana)
Sobre o autor:
Antonio Di Benedetto nasceu em Mendoza (Argentina) em 2 de novembro de 1922. Estudou alguns anos de advocacia, mas dedicou-se à imprensa, tendo recebido do governo francês uma bolsa para realizar estudos superiores nessa especialidade.
Foi subdiretor do jornal Los Andes e correspondente do joral La Prensa. Em 1953, publicou seu primeiro livro, 'Mundo animal', de contos. Dis anos depois, outro volme de contos, intitulado 'El pentágono'.
Mas foi sobretudo com a trilogia de romances 'Zama' (1956), considerado seu principal trabalho, 'El silenciero' (1964) e 'Los suicidas' (1969) que ele veio a se tornar um dos principais prosadores latino-americanos do século XX.
Publicou ainda muitos outros livros: 'Cuentos claros a Grot' (1957), 'Declinación y Angel' (1958, contos), 'El cariño de los tontos' (1961, contos), 'Absurdos' (1978, contos), 'Cuentos del exilio' (1983) e 'Sombras, nada más' (1985, romance), dentre outros.
Di Benedetto recebeu diversos prêmios e distinções: o governo italiano condecorou-o como cavaleio da Ordem de Mérito em 1969; a Alliance Française concedeu-lhe a medalha de ouro em 1971; foi designado membro fundador do Club de los XIII em 1973; no ano seguinte, recebeu a bolsa Guggenheim.
Em 1976, imediatamente após o golpe militar de 24 de março, Di Benedetto foi seqüestrado pelo exército argentino. Permaneceu preso até o dia 4 de setembro de 1977, sem nunca ter sabido a razão de seu encarceramento.
Exilou-se nos Estados Unidos, na França e na Espanha, somente retornando à Argentina em 1985. Faleceu vítima de um derrame cerebral em 10 de outubro de 1986, em Buenos Aires.
Foi subdiretor do jornal Los Andes e correspondente do joral La Prensa. Em 1953, publicou seu primeiro livro, 'Mundo animal', de contos. Dis anos depois, outro volme de contos, intitulado 'El pentágono'.
Mas foi sobretudo com a trilogia de romances 'Zama' (1956), considerado seu principal trabalho, 'El silenciero' (1964) e 'Los suicidas' (1969) que ele veio a se tornar um dos principais prosadores latino-americanos do século XX.
Publicou ainda muitos outros livros: 'Cuentos claros a Grot' (1957), 'Declinación y Angel' (1958, contos), 'El cariño de los tontos' (1961, contos), 'Absurdos' (1978, contos), 'Cuentos del exilio' (1983) e 'Sombras, nada más' (1985, romance), dentre outros.
Di Benedetto recebeu diversos prêmios e distinções: o governo italiano condecorou-o como cavaleio da Ordem de Mérito em 1969; a Alliance Française concedeu-lhe a medalha de ouro em 1971; foi designado membro fundador do Club de los XIII em 1973; no ano seguinte, recebeu a bolsa Guggenheim.
Em 1976, imediatamente após o golpe militar de 24 de março, Di Benedetto foi seqüestrado pelo exército argentino. Permaneceu preso até o dia 4 de setembro de 1977, sem nunca ter sabido a razão de seu encarceramento.
Exilou-se nos Estados Unidos, na França e na Espanha, somente retornando à Argentina em 1985. Faleceu vítima de um derrame cerebral em 10 de outubro de 1986, em Buenos Aires.
Sinopse:
O livro, então, se desenvolve com a principal personagem caçando histórias de suicidas, visitando necrotérios e locais onde as pessoas tentam se suicidar e, até mesmo, testemunhando uma cena, descrita em ritmo quase vertiginoso, em que um rapaz ameaça saltar de um edifício.
Como se não bastasse, o jornalista ainda precisa percorrer a literatura sobre os suicidas. O livro, assim, recolhe um grande número de citações da literatura, filosofia e ciências sociais, formando uma espécie de antologia irônica sobre o suicídio. Paralelamente, o jornalista recorda-se do pai e começa, sempre muito turvamente, a pensar no próprio suicídio.
No dia do fatídico aniversário, a personagem principal acaba mergulhando em um torvelinho psicológico cuja conseqüência é completamente inesperada.
O final do livro, tão surpreendente quanto sua estrutura formal, talvez deixe o leitor perplexo. Aliás, o engenho do autor se revela principalmente na capacidade de conseguir extrair sensações diferentes, como humor, ironia e perplexidade, de um tema não raro na literatura e muitas vezes trágico.
Esquematizado em pequenos fragmentos, que conduzem a literatura a uma velocidade tão vertiginosa quanto a psicologia das personagens, a narrativa de fato reordena diversos tópicos literários; temos aqui um livro argentino que se passa na Europa, cuja trama reclassifica sua possível tragicidade em outros níveis, tudo por meio de uma estrutura inovadora e bastante diferente da que era praticada pelos pares latinos de Di Benedetto.
26/04/2010
22/04/2010
Clube da Leitura no Café com Letras - participe!
abraços literários,
Equipe do Café com Letras!
O que? "I Encontro de Leitores Antes Que a Rotina Nos Separe De..."
Onde? Café com Letras, 203 sul
Quando? 22 de abril de 2010, às 21h.
Quem? Leitores que cultivam o prazer de ler e debater
Como? Indo ao Café no dia marcado
Por quê? Interagir, papear e trocar impressões deixa a rotina mais legal, antes que a gente se separe dos momentos bons da vida!
Livro? A Trégua, de Mário Benedetti. Tradução: Joana Angélica D´avila Melo. Editora Alfaguara Brasil, 2007, 184 páginas. (Literatura estrangeira – Latino americana)
Sobre o autor:
Sinopse:
Escrito em formato de diário e com fina ironia, 'A trégua' traz a história de Martín Santomé, um 'homem maduro, de muita bondade, meio apagado, mas inteligente'. Prestes a completar 50 anos, viúvo há mais de vinte, Santomé mora com os três filhos. Não se relaciona bem com nenhum deles, tem poucos amigos e mantém uma rotina monótona e cinzenta. No diário, conta os dias que faltam para a aposentadoria; mas não tem idéia do que fará assim que se livrar do trabalho maçante. Seu destino, no entanto, mudará quando conhecer Laura Avellaneda, uma jovem discreta e tímida contratada para ser sua subalterna. Com ela, Martín Santomé voltará a conhecer o amor, numa luminosa trégua para uma vida até então triste e opaca. Mas será que essa relação conseguirá ir adiante? Muito mais do que uma história de amor, 'A trégua' é um questionamento sobre a felicidade e um retrato às vezes bem-humorado, às vezes ferino, dos difíceis relacionamentos humanos.
13/04/2010
Dia 17 de abril - Poetas comemoram os 50 anos de Brasília
No próximo sábado, dia 17/04, dois poetas lançam seus livros em homenagem ao aniversário de Brasília.
Atarantada, de Noélia Ribeiro reúne poemas de várias épocas desta pernambucana que já faz parte da história da cidade.
Noélia Ribeiro é pernambucana, mas se considera “carioca-braziliense”. Escreve poemas desde muito cedo. Participou de coletâneas, recitais e movimentos poéticos realizados em Brasília, cidade em que vive desde 1972 e que ama muito.
Em 2008, teve poemas publicados na coletânea Talento Brasileiro em Prosa e Verso, produzida pela Rede Brasileira de Escritoras. Graduou-se em Letras na UnB e hoje trabalha na Câmara dos Deputados.
Atarantada é o segundo livro de poemas da autora. Traz poemas antigos e recentes que traduzem desejos, paixões (vividas ou sonhadas) e sentimentos próprios de quem mora em Brasília.
50 anos - Obras completas em apenas um volume, é o resultado de alguns anos de afastamento da cena cultural. João Roberto volta com a força dos poemas que são marca registrada do caldeirão artístico de Brasília.
João Roberto nasceu em Minas Gerais. É produtor cultural, empresário na área de turismo, poeta e ator. Foi bastante atuante nos eventos culturais que aconteceram em Brasília na década de 80, principalmente em teatro, cinema, música e literatura, sendo o idealizador e realizador dos concertos do Lago Norte. Lança seu primeiro livro.
50 anos - obra completa em apenas um volume é uma coletânea de poemas bem-humorados, que retratam a visão do autor sobre Brasília, seu amor pela família, suas paixões e reflexões sobre si mesmo.
Lançamento:
RIBEIRO, Noélia. Atarantada, Verbis Editora, 2009. R$ 20,00
COSTA JR, João Roberto. 50 anos - Obras completas em apenas um volume, 2010. R$ 15,00
Quando: 17 de abril de 2010, sábado, a partir das 20h
Onde: Café com Letras, 203 sul, Bl. C Lj. 19 Brasília-DF
Informações e reservas: 33224070 / 5070
Imprensa: Juliana Castro 99998843
cafe.letras@gmail.com
http://www.cafecomletras.net/
http://cafecomletrasdf.blogspot.com/
http://www.twitter.com/cafe_com_letras/
http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=9616425446851964916
Atarantada, de Noélia Ribeiro reúne poemas de várias épocas desta pernambucana que já faz parte da história da cidade.
"(...) Atrás da janela vejo as pessoas
caladas
atravessando a rua
e penso:
será que elas amam como eu? (...)"
Noélia Ribeiro é pernambucana, mas se considera “carioca-braziliense”. Escreve poemas desde muito cedo. Participou de coletâneas, recitais e movimentos poéticos realizados em Brasília, cidade em que vive desde 1972 e que ama muito.
Em 2008, teve poemas publicados na coletânea Talento Brasileiro em Prosa e Verso, produzida pela Rede Brasileira de Escritoras. Graduou-se em Letras na UnB e hoje trabalha na Câmara dos Deputados.
Atarantada é o segundo livro de poemas da autora. Traz poemas antigos e recentes que traduzem desejos, paixões (vividas ou sonhadas) e sentimentos próprios de quem mora em Brasília.
50 anos - Obras completas em apenas um volume, é o resultado de alguns anos de afastamento da cena cultural. João Roberto volta com a força dos poemas que são marca registrada do caldeirão artístico de Brasília.
"Hoje não precisamos
usar palavras
para nos comunicar,
basta deixar que nossos corpos
se toquem e falem
de amor"
João Roberto nasceu em Minas Gerais. É produtor cultural, empresário na área de turismo, poeta e ator. Foi bastante atuante nos eventos culturais que aconteceram em Brasília na década de 80, principalmente em teatro, cinema, música e literatura, sendo o idealizador e realizador dos concertos do Lago Norte. Lança seu primeiro livro.
50 anos - obra completa em apenas um volume é uma coletânea de poemas bem-humorados, que retratam a visão do autor sobre Brasília, seu amor pela família, suas paixões e reflexões sobre si mesmo.
No Café com Letras, a poesia tem espaço permanente.
Nesse grande sarau, velhos amigos se encontram para celebrar a história da cidade que os acolheu.
Nesse grande sarau, velhos amigos se encontram para celebrar a história da cidade que os acolheu.
E há muito o que comemorar!
Lançamento:
RIBEIRO, Noélia. Atarantada, Verbis Editora, 2009. R$ 20,00
COSTA JR, João Roberto. 50 anos - Obras completas em apenas um volume, 2010. R$ 15,00
Quando: 17 de abril de 2010, sábado, a partir das 20h
Onde: Café com Letras, 203 sul, Bl. C Lj. 19 Brasília-DF
Informações e reservas: 33224070 / 5070
Imprensa: Juliana Castro 99998843
cafe.letras@gmail.com
http://www.cafecomletras.net/
http://cafecomletrasdf.blogspot.com/
http://www.twitter.com/cafe_com_letras/
http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=9616425446851964916
07/04/2010
10/04, Sábado, tem show com a Banda Casa Grande
A Banda Casa Grande volta ao palco do Café com Letras, onde se apresentou há alguns anos, para mostrar o resultado da experiência num trabalho musical competente.
A Casa Grande foi formada em 2002 com a proposta de valorizar a música genuinamente popular brasileira. A partir de repertório consagrado, eles fazem releituras modernas, prezando a simplicidade.
Formada pelos músicos: Afonso Carísio, Gogh, Marcelo Pilastra, Jorge L e pela cantora Liz Karla, a banda também apresenta músicas autorais que vão da bossa nova ao instrumental dançante.
Você fica sabendo um pouco mais sobre a banda aqui:
http://www.bandacasagrande.com/
http://www.bandacasagrande.com/
Serviço:
Show com a Banda Casa Grande
Onde: Café com Letras, 203 sul
Quando: dia 10 de abril de 2010, a partir das 20h30
Quanto: R$ 10,00
Classificação livre
Para reservas, ligue: 33224070 / 5070
Imprensa: Juliana Castro 61-99998843
22/03/2010
Dia 27/03, Luis Fernando Brasil canta Madalena
Pra curtir uma prévia do show de Luis Fernando Brasil, vejam abaixo o vídeo da apresentação no Teatro dos Bancários:
Cantando e Contando: Tributo à Elis Regina, com Luís Fernando Brasil
Dia 27 de março, sábado a partir das 21h
Couvert artístico: R$ 10,00
Então, não esqueçam!
Cantando e Contando: Tributo à Elis Regina, com Luís Fernando Brasil
Dia 27 de março, sábado a partir das 21h
Couvert artístico: R$ 10,00
21/03/2010
24.03 - PALESTRA GRATUITA 'ASTROLOGIA E A KABALLAH'
PALESTRA GRATUITA
ASTROLOGIA E A KABALLAH
com o astrólogo
MAURICE JACOEL
Na tradição do povo Hebreu, o monoteísmo teve como conseqüência uma cosmogonia diferenciada em relação ao panteão Greco-Romano. Toda a simbologia associada aos planetas e signos passou a ser a própria relação de um povo com um único Deus. Estabelecendo a partir daí uma cosmogonia das relações.
Na tradição da Kaballah, encontramos um novo conhecimento sobre o significado e a importância atribuída aos signos e planetas herdados da antiga astrologia dos caldeus.
Nesta palestra vamos saber em que medida podemos estabelecer uma relação entre esta antiga astrologia e a mudança de paradigma que surge com o monoteísmo judaico.
Nesta palestra introduziremos alguns conceitos importantes e esclarecedores sobre a Kaballah ou Cabala que hoje é muito popularizada e pouco compreendida pela maior parte do público e dos meios de comunicação.
Data: 24.03.2010
Local: Café com Letras- CLS 203
HORÁRIO: 20 h
02/03/2010
Show com a Banda Alquimistas, 06/03
Banda Alquimistas
Rodrigo é irmão de Ricardo, que é casado com Maria, que é irmã de Ivan, Marusia e Antonio, que é casadocom Adriana. Essa configuração, que lembra o poema de Drummond, é da Banda Alquimistas, de Brasília.
O fato de ser todo mundo da mesma família não impôs a adoção de um único estilo. A marca registrada dogrupo é exatamente a falta de marca registrada. São ritmos, gêneros e sons diversos, mesclados e combinados de forma inusitada. Com a maior sem-cerimônia, a banda vai do rock nacional e internacional e do pop à MPB e à música de raiz. Beatles, Pink Floyd, Rolling Stones, Pretenders convivem com Legião, Ira, Skank, Jorge Ben Jor, Marisa Monte, Maria Rita e Zé Ramalho.
Cada música recebe uma interpretação diferente, uma leitura muito pessoal, advinda de muitas vozes, muitostimbres, muitos tons. O mais incrível é ver como essa miscelânea no final perfaz uma lógica, um sentido. Amágica, a alquimia, talvez se explique pelo que existe de unívoco: gostar MUITO de fazer música.
De música descontraída, eclética e sem frescura, o que torna qualquer apresentação da Banda Alquimistasuma experiência nova e divertida.
Data: 06 de março (sábado)
Horário: 22 horas
Local: Café com Letras
Endereço: 203 Sul, Bloco C – Loja 19 – Asa Sul, Brasília/DF
Horário: 22 horas
Local: Café com Letras
Endereço: 203 Sul, Bloco C – Loja 19 – Asa Sul, Brasília/DF
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