01/07/2010

Convite - HOJE Lançamento Regina Alves de Lima

27/06/2010

01/07 Lançamento do livro Vozes em Cena, de Regina Lima

O Café com Letras está fazendo doze anos de existência na capital do país, sendo a única livraria da cidade que funciona todos os dias do ano, de domingo a domingo, até as 2h da manhã. 

Tradicionalmente, durante todo o mês de julho, vários eventos celebram o aniversário dessa casa cultural que já faz parte da história da cidade. Esse ano, a livraria abre sua programação de aniverário com um evento de suma importância para os profissionais da comunicação.
  

Obra analisa o papel de mediador do campo midiático em matérias das revistas VEJA e ISTO É, em especial, sobre a cobertura da CPI instaurada pela Câmara de Deputados, com o objetivo de apurar a corrupção no Orçamento da União.


No próximo dia 1 de julho, acontece em Brasília, o lançamento do livro Vozes em Cena – Análise das estratégias discursivas da mídia sobre os escândalos políticos. A publicação, organizada pela professora e jornalista Regina Lúcia Alves de Lima, investiga a configuração do campo midiático e dos dispositivos de comunicação postos em ação no exercício de seu papel de mediador, no intuito de entender as relações entre o campo da mídia e os campos sociais da contemporaneidade.

O lançamento acontece na Livraria Café com Letras (SCLS 203 Sul Bloco C Loja 19 – ao lado do Banco do Brasil), a partir das 18h. 

Antes de Brasília, o livro Vozes em Cena teve noite de autógrafos em outras capitais, entre elas, Belém, Aracaju, São Paulo, onde houve o lançamento oficial, Pernambuco e Maceió.

Vozes em Cena
Regina escolheu como alvo um conjunto de matérias, que tratam sobre casos de corrupção no âmbito da política nacional, veiculadas nas revistas semanais VEJA e ISTO É, em especial, a cobertura da CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito – instaurada pela Câmara de Deputados, com o objetivo de apurar a corrupção no Orçamento da União. As matérias escolhidas foram publicadas nos meses de outubro, novembro e dezembro de 1993 e permitem observar o início, o desenvolvimento e o auge da cobertura, bem como seu declínio.
O trabalho, ora transformado em livro, originalmente é uma tese de doutorado defendida na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) pela autora.
Sobre a autora
Regina Lúcia Alves de Lima é graduada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Pará, mestre e doutora em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora na Universidade Federal do Pará, é experiente na área de Comunicação com ênfase em Política e Comunicação. Atualmente é presidente da Fundação Paraense de Radiodifusão do Pará – (FUNTELPA), presidente de seu Conselho Curador e presidente da Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (ABEPEC). Integra o Conselho da Secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura e foi membro da Comissão Organizadora da Conferência Nacional de Cultura. Articulista nas áreas de comunicação e mídia, eleições e comunicação pública; palestrante, com ênfase em gênero e mídia, democratização da comunicação e modelos de gestão em comunicação pública. Principalmente, autora do livro que ora chega às mãos dos leitores: Vozes em Cena – Análise das estratégias discursivas da mídia sobre os escândalos políticos.

SERVIÇO:
Lançamento do livro Vozes em Cena – Análise das estratégias discursivas da mídia sobre os escândalos políticos, da professora e jornalista Regina Lúcia Alves de Lima, no dia 1 de julho, às 18h, na Livraria Café com Letras (SCLS 203 Sul Bloco C Loja 19 – Brasília-DF - ao lado do Banco do Brasil).
Mais informações:
Camila Moreira – jornalista
(91) 3246-6911/ 8118-1801
Contato em Brasília:
Célia Chaves – (61) 3327 2173

25/06/2010

Que rufem os tambores!

Mais uma vez o Café com Letras faz aniversário e quem ganha são todos os que frequentam essa casa feita de livros, cultura e um delicioso Café Cristina! 

Diversos eventos acontecerão a partir do dia 1º de julho, seguindo a tradição de comemorar o mês inteiro, com um grande evento no dia 12/07, data em que a casa fará 12 anos.

Você não pode perder essa festa. Por isso convidamos à todos a novamente colaborarem com as histórias passadas no Café com Letras em forma de conto. Desta vez a livraria irá premiar o vencedor do melhor conto. Os prêmios serão anunciados em breve!

Os melhores contos serão publicados no site e no blog do Café com Letras, com destaque para os três primeiros lugares.

14/06/2010

19 de junho: Eles estão de volta!!!

Depois de se apresentarem com a casa mais do que lotada no dia 07 de abril, a Banda Casa Grande volta ao palco do Café com Letras, com seu MPB de primeira linha na voz suave de Liz Karla.

A Casa Grande foi formada em 2002 com a proposta de valorizar a música genuinamente popular brasileira. A partir de repertório consagrado, eles fazem releituras modernas, prezando a simplicidade.

Formada pelos músicos: Afonso Carísio, Gogh, Marcelo Pilastra, Jorge L e pela cantora Liz Karla, a banda também apresenta músicas autorais que vão da bossa nova ao instrumental dançante.


Confira uma prévia do que você verá no sábado aqui:
http://www.bandacasagrande.com/

Serviço:
Show com a Banda Casa Grande
Onde: Café com Letras, 203 sul
Quando: dia 19 de junho de 2010, sábado, a partir das 20h30
Quanto: R$ 10,00
Classificação livre
Para reservas, ligue: 33224070 / 5070

Imprensa: Juliana Castro 61-99998843 begin_of_the_skype_highlighting              61-99998843      end_of_the_skype_highlighting

07/06/2010

Convite - Abertura da Exposição Bolívia, 11/06



Jornalista e repórter fotográfico, o jovem Sergio Alberto e mais três amigos, embarcaram numa aventura pela Bolívia - mais precisamente pela Ruta Del Che - em outubro de 2007, mês em que se completaram 40 anos da morte de Ernesto Che Guevara. 

Na viagem rumo a La Higuera, uma pequena vila de Vallegrande, município de Santa Cruz de La Sierra, percorreram de carona em um microônibus (com representantes de diversos movimentos sociais do Brasil) uma parte significativa da estrada que hoje é também rota histórica e turística no país. Pelo caminho o contraste social é evidenciado nas fotografias em preto e branco.

O resultado dessa viagem você confere nas imagens da Exposição Bolívia - Um olhar sobre a Bolívia 40 anos após a morte de Che Guevara no Café com Letras Brasília. A abertura da exposição será no próximo dia 11 de junho a partir das 19h. A exposição poderá ser visitada todos os dias das 10h da manhã às 2h  da madrugada, até o dia 30 de junho.


Serviço:
Exposição Bolívia - Um olhar sobre a bolívia 40 anos após a morte de Che Guevara
Local: Café com Letras, 203 sul, Bl. C Lj. 19
Abertura: 11 de junho às 19h
Fotografias: Sérgio Alberto
Curadoria: Juliana Castro
Colaboração: Acilino Ribeiro & Miguel Mello

Apoio logistico: Fundação Che Guevara

05/06/2010

Papo com Letras com Júnior Sipaúba, 08/06



No próximo dia 08 de junho, terça-feira, a partir das 20h, Júnior Sipaúba, lança no Café com Letras o livro "Homem-Múmia - Cuidado, ele pode virar pó". O título inusitado é o resultado de quase quinze anos de aconselhamento como pastor evangélico e de sua pesquisa sobre os Padrões Bíblicos de Masculinidade: Um estudo da influência das Igrejas Evangélicas brasileiras na construção de uma masculinidade fundamentada na Bíblia.


Professor do Colégio Mackenzie, Júnior realizou uma aprofundada pesquisa acerca da questão da construção da identidade (sob o olhar da pós-modernidade), dentro do contexto evangélico, em especial a identidade masculina. Isso porque, à despeito das mulheres terem sido ao longo da história mais fisicamente oprimidas, Sipaúba defende que são os homens que vêm sofrendo uma grande opressão subjetiva em cumprir o papel que lhes cabe. O ajustamento dos papéis de homens e mulheres em plena crise do patriarcalismo, é o foco de atenção do pesquisador.

Utilizando-se de referências que vão desde o filósofo Michel Foucalt, o jurista Fábio Konder Comparato e até mesmo a feminista Simone de Beauvoir, além de se referenciar em entrevistas realizadas com estudiosos como o psiquiatra paulistano Luiz Cushnir e o historiador israelense Martin Van Creveld, o autor procura desvendar a masculinidade dentro do atual sistema patriarcal, que exerce pressão sobre homens e mulheres, buscando saídas para o melhoramento das relações familiares.

O lançamento acontece juntamente com o já tradicional "Papo com Letras" em que o autor reserva uma parte da noite para debater com os  convidados, leitores e demais interessados. 

No Papo com Letras com Júnior Sipaúba, o jornalista André Ricardo Nunes Martins (que prefaciou o livro), também estará presente, enriquecendo a noite.

José Sipaúba Costa Júnior é Ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil e há 13 anos vem coordenando o Núcleo de Aconselhamento da Igreja Presbiteriana da Alvorada na Asa Norte - Brasília. Formado em Teologia pela Faculdade Teológica Batista de Brasília (1995), Licenciado em Ciências pelo UniCeub (1992), Bacharel em Matemática pelo UniCeub (1999), Mestre em Aconselhamento pela Faculdade Teológica Batista de Brasília (2006), Pós-graduado em Teologia Urbana pelo Instituto Filadélfia de Londrina - UniFil (2008) e Mestrando em Psicologia no Departamento de Psicologia Clínica e Cultura como aluno especial pela Universidade de Brasília -UNB (2010), Júnior Sipaúba leciona há mais de quinze anos Ética e Ensino Religioso, Matemática, Hebraico e Aconselhamento. Atualmente no Instituto Presbiteriano Mackenzie.


Serviço:

Papo com Letras e Lançamento do livro "Homem-Múmia: Cuidado, ele pode virar pó" de José Sipaúba Costa Júnior. R$ 20,00
No Café com Letras, 203 sul, Bl. C, Lj. 19
Dia: 08 de junho
Horário: a partir das 20h



Informações e reservas: 33224070 / 5070
Imprensa: Juliana Castro 99998843
cafe.letras@gmail.com
http://www.cafecomletras.net/
http://cafecomletrasdf.blogspot.com/
http://www.twitter.com/cafe_com_letras/
http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=9616425446851964916

28/05/2010

JESSIER QUIRINO NO CAFÉ COM LETRAS




 Vou-me embora pro passado

 Vou-me embora pro passado
Lá sou amigo do rei
Lá tem coisas "daqui, ó!"
Roy Rogers, Buc Jones
Rock Lane, Dóris Day
Vou-me embora pro passado.

Vou-me embora pro passado
Porque lá, é outro astral
Lá tem carros Vemaguet
Jeep Willes, Maverick
Tem Gordine, tem Buick
Tem Candango e tem Rural.

Lá dançarei Twist
Hully-Gully, Iê-iê-iê
Lá é uma brasa mora!
Só você vendo pra crê
Assistirei Rim Tim Tim
Ou mesmo Jinne é um Gênio
Vestirei calças de Nycron
Faroeste ou Durabem
Tecidos sanforizados
Tergal, Percal e Banlon
Verei lances de anágua
Combinação, califon
Escutarei Al Di Lá
Dominiqui Niqui Niqui
Me fartarei de Grapette
Na farra dos piqueniques
Vou-me embora pro passado.

No passado tem Jerônimo
Aquele Herói do Sertão
Tem Coronel Ludugero
Com Otrope em discussão
Tem passeio de Lambreta
De Vespa, de Berlineta
Marinete e Lotação.

Quando toca Pata Pata
Cantam a versão musical
"Tá Com a Pulga na Cueca"
E dançam a música sapeca
Ô Papa Hum Mau Mau
Tem a turma prafrentex
Cantando Banho de Lua
Tem bundeira e piniqueira
Dando sopa pela rua
Vou-me embora pro passado.

Vou-me embora pro passado
Que o passado é bom demais!
Lá tem meninas "quebrando"
Ao cruzar com um rapaz
Elas cheiram a Pó de Arroz
Da Cachemere Bouquet
Coty ou Royal Briar
Colocam Rouge e Laquê
English Lavanda Atkinsons
Ou Helena Rubinstein
Saem de saia plissada
Ou de vestido Tubinho
Com jeitinho encabulado
Flertando bem de fininho.

E lá no cinema Rex
Se vê broto a namorar
De mão dada com o guri
Com vestido de organdi
Com gola de tafetá.

Os homens lá do passado
Só andam tudo tinindo
De linho Diagonal
Camisas Lunfor, a tal
Sapato Clark de cromo
Ou Passo-Doble esportivo
Ou Fox do bico fino
De camisas Volta ao Mundo
Caneta Shafers no bolso
Ou Parker 51
Só cheirando a Áqua Velva
A sabonete Gessy
Ou Lifebouy, Eucalol
E junto com o espelhinho
Pente Pantera ou Flamengo
E uma trunfinha no quengo
Cintilante como o sol.

Vou-me embora pro passado
Lá tem tudo que há de bom!
Os mais velhos inda usam
Sapatos branco e marrom
E chapéu de aba larga
Ramenzone ou Cury Luxo
Ouvindo Besame Mucho
Solfejando a meio tom.

No passado é outra história!
Outra civilização...
Tem Alvarenga e Ranchinho
Tem Jararaca e Ratinho
Aprontando a gozação
Tem assustado à Vermuth
Ao som de Valdir Calmon
Tem Long-Play da Mocambo
Mas Rosenblit é o bom
Tem Albertinho Limonta
Tem também Mamãe Dolores
Marcelino Pão e Vinho
Tem Bat Masterson, tem Lesse
Túnel do Tempo, tem Zorro
Não se vê tantos horrores.

Lá no passado tem corso
Lança perfume Rodouro
Geladeira Kelvinator
Tem rádio com olho mágico
ABC a voz de ouro
Se ouve Carlos Galhardo
Em Audições Musicais
Piano ao cair da tarde
Cancioneiro de Sucesso
Tem também Repórter Esso
Com notícias atuais.

Tem petisqueiro e bufê
Junto à mesa de jantar
Tem bisqüit e bibelô
Tem louça de toda cor
Bule de ágata, alguidar
Se brinca de cabra cega
De drama, de garrafão
Camoniboi, balinheira
De rolimã na ladeira
De rasteira e de pinhão.

Lá, também tem radiola
De madeira e baquelita
Lá se faz caligrafia
Pra modelar a escrita
Se estuda a tabuada
De Teobaldo Miranda
Ou na Cartilha do Povo
Lendo Vovô Viu o Ovo
E a palmatória é quem manda.

Tem na revista O Cruzeiro
A beleza feminina
Tem misse botando banca
Com seu maiô de elanca
O famoso Catalina
Tem cigarros Yolanda
Continental e Astória
Tem o Conga Sete Vidas
Tem brilhantina Glostora
Escovas Tek, Frisante
Relógio Eterna Matic
Com 24 rubis
Pontual a toda hora.

Se ouve página sonora
Na voz de Ângela Maria
"— Será que sou feia?
— Não é não senhor!
— Então eu sou linda?
— Você é um amor!..."

Quando não querem a paquera
Mulheres falam: "Passando,
Que é pra não enganchar!"
"Achou ruim dê um jeitim!"
"Pise na flor e amasse!"
E AI e POFE! e quizila
Mas o homem não cochila
Passa o pano com o olhar
Se ela toma Postafen
Que é pra bunda aumentar
Ele empina o polegar
Faz sinal de "tudo X"
E sai dizendo "Ô Maré!
Todo boy, mancando o pé
Insistindo em conquistar.

No passado tem remédio
Pra quando se precisar
Lá tem Doutor de família
Que tem prazer de curar
Lá tem Água Rubinat
Mel Poejo e Asmapan
Bromil e Capivarol
Arnica, Phimatosan
Regulador Xavier
Tem Saúde da Mulher
Tem Aguardente Alemã
Tem também Capiloton
Pentid e Terebentina
Xarope de Limão Brabo
Pílulas de Vida do Dr. Ross
Tem também aqui pra nós
Uma tal Robusterina
A saúde feminina.

Vou-me embora pro passado
Pra não viver sufocado
Pra não morrer poluído
Pra não morar enjaulado
Lá não se vê violência
Nem droga nem tanto mau
Não se vê tanto barulho
Nem asfalto nem entulho
No passado é outro astral
Se eu tiver qualquer saudade
Escreverei pro presente
E quando eu estiver cansado
Da jornada, do batente
Terei uma cama Patente
Daquelas do selo azul
Num quarto calmo e seguro
Onde ali descansarei
Lá sou amigo do rei
Lá, tem muito mais futuro
Vou-me embora pro passado


Quando se apresentou, há cerca de dois anos, no Café com Letras, Jessier Quirino
lotou até a calçada do lado de fora da livraria!

O músico, poeta e humorista realmente encanta e cativa seu público em todos os lugares.


A produtora do artista acaba de deixar vários exemplares de seu material no Café com Letras:
livros, cd´s, livros com cd´s... =)
Quem quiser adquirir é só passar por aqui!

28/04/2010

Clube da Leitura no Café com Letras - participe! 10 de junho!!



O que? "II Encontro de Leitores Antes Que a Rotina Nos Separe De..." 
Onde?  Café com Letras, 203 sul
Quando? 10 de junho de 2010, às 21h.
Quem? Leitores que cultivam o prazer de ler e debater
Como? Indo ao Café no dia marcado
Por quê? Interagir, papear e trocar impressões deixa a rotina mais legal, antes que a gente se separe dos momentos bons da vida!
Livro? Os suicidas, de Antonio Di Benedetto. Tradução: Maria Paula Gurgel Ribeiro. Editora Globo, 2005, 168 páginas. (Literatura estrangeira – Latino americana)

Sobre o autor:

Antonio Di Benedetto nasceu em Mendoza (Argentina) em 2 de novembro de 1922. Estudou alguns anos de advocacia, mas dedicou-se à imprensa, tendo recebido do governo francês uma bolsa para realizar estudos superiores nessa especialidade. 


Foi subdiretor do jornal Los Andes e correspondente do joral La Prensa. Em 1953, publicou seu primeiro livro, 'Mundo animal', de contos. Dis anos depois, outro volme de contos, intitulado 'El pentágono'. 


Mas foi sobretudo com a trilogia de romances 'Zama' (1956), considerado seu principal trabalho, 'El silenciero' (1964) e 'Los suicidas' (1969) que ele veio a se tornar um dos principais prosadores latino-americanos do século XX.


Publicou ainda muitos outros livros: 'Cuentos claros a Grot' (1957), 'Declinación y Angel' (1958, contos), 'El cariño de los tontos' (1961, contos), 'Absurdos' (1978, contos), 'Cuentos del exilio' (1983) e 'Sombras, nada más' (1985, romance), dentre outros. 


Di Benedetto recebeu diversos prêmios e distinções: o governo italiano condecorou-o como cavaleio da Ordem de Mérito em 1969; a Alliance Française concedeu-lhe a medalha de ouro em 1971; foi designado membro fundador do Club de los XIII em 1973; no ano seguinte, recebeu a bolsa Guggenheim. 


Em 1976, imediatamente após o golpe militar de 24 de março, Di Benedetto foi seqüestrado pelo exército argentino. Permaneceu preso até o dia 4 de setembro de 1977, sem nunca ter sabido a razão de seu encarceramento.


 Exilou-se nos Estados Unidos, na França e na Espanha, somente retornando à Argentina em 1985. Faleceu vítima de um derrame cerebral em 10 de outubro de 1986, em Buenos Aires.

Sinopse:

Publicado pela primeira vez em 1969, o livro conta a história de um jornalista que, ao se aproximar de seu trigésimo terceiro aniversário, começa a recordar o suicídio do pai, que se matou justamente com essa idade. Para piorar a situação, o jornalista é incumbido de fazer uma reportagem justamente sobre suicidas. 


O livro, então, se desenvolve com a principal personagem caçando histórias de suicidas, visitando necrotérios e locais onde as pessoas tentam se suicidar e, até mesmo, testemunhando uma cena, descrita em ritmo quase vertiginoso, em que um rapaz ameaça saltar de um edifício.


Como se não bastasse, o jornalista ainda precisa percorrer a literatura sobre os suicidas. O livro, assim, recolhe um grande número de citações da literatura, filosofia e ciências sociais, formando uma espécie de antologia irônica sobre o suicídio. Paralelamente, o jornalista recorda-se do pai e começa, sempre muito turvamente, a pensar no próprio suicídio. 


No dia do fatídico aniversário, a personagem principal acaba mergulhando em um torvelinho psicológico cuja conseqüência é completamente inesperada. 


O final do livro, tão surpreendente quanto sua estrutura formal, talvez deixe o leitor perplexo. Aliás, o engenho do autor se revela principalmente na capacidade de conseguir extrair sensações diferentes, como humor, ironia e perplexidade, de um tema não raro na literatura e muitas vezes trágico.


Esquematizado em pequenos fragmentos, que conduzem a literatura a uma velocidade tão vertiginosa quanto a psicologia das personagens, a narrativa de fato reordena diversos tópicos literários; temos aqui um livro argentino que se passa na Europa, cuja trama reclassifica sua possível tragicidade em outros níveis, tudo por meio de uma estrutura inovadora e bastante diferente da que era praticada pelos pares latinos de Di Benedetto.