15/07/2009

Sombra traz no dia 18/7 a roda de samba carioca para Brasília



Compositor, cantor, instrumentista e produtor, Sombra vem desde 86, ano que foi para o Rio de Janeiro, intensificando seu trabalho musical no samba. Parceiro de grandes compositores, como Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc, Luiz Carlos da Vila, Jorge Aragão, Arlindo Cruz, Sombrinha, Adilson Victor, Franco, entre outros, este compositor possui mais de 100 músicas gravadas por vários artistas da MPB.

Gravado por Zeca Pagodinho, Grupo Exaltasamba, Jorge Aragão, Beth Carvalho, Grupo Fundo de Quintal, Jovelina Pérola Negra, Neguinho da Beija-Flor, Leci Brandão, Almir Guineto, Carmen Queiroz, entre outros, Sombra, nascido em Santos-SP, conquistou o mercado fonográfico a partir do reconhecimento da cantora Beth Carvalho, que o convidou para participar no Festival de Montreux, na Suíça, no ano de 87.

Repertório: “Além da Razão", em parceria com Luiz Carlos da Vila e Sombrinha; “Tanto Querer"; “Meu Bem, Meu Mal"; "Velho Marujo", em parceria com Paulo César Pinheiro; “Ainda É Tempo Pra Ser Feliz", em parceria com Arlindo Cruz e Sombrinha, gravado por Zeca Pagodinho, entre outras.

No podcast abaixo, você ouve a entrevista com o músico, feita para a Agenda 100,9 da Rádio Cultura FM:






Serviço:
Apresentação no Café com Letras
Sábado, 18/7, a partir das 19h30
Couvert artístico: R$ 20,00
Reservas: 33224070 / 33225070

20/06/2009

27/06: Lançamento de “Paraíso das Maravilhas” em Brasília

Noite de autógrafos com o autor Luiz Morando e um bate-papo com os artistas do Coletivo Circular na Livraria Café com Letras


No sábado, dia 27 de junho, às 19 horas haverá o lançamento do livro Paraíso das Maravilhas, na Livraria Café com Letras (SCLS 203, bloco C). O autor, o mineiro Luiz Morando, estará presente.

O livro versa sobre o “Crime do Parque”, ocorrido em 1946 no Parque Municipal de Belo Horizonte. A obra é fruto de um trabalho de pesquisa de quatro anos. Nesse período, Luiz Morando levantou dados de materiais jornalísticos, do Arquivo Público Mineiro e do processo judicial do crime. Ele também entrevistou moradores da cidade na época e jornalistas que se envolveram com a cobertura do caso. Foi feito também um levantamento de informações do ambiente urbano das décadas de 40, 50 e 60, com enfoque no Parque Municipal. O livro pesquisa a formação de identidades homoeróticas na cidade de BH e tentar perceber traços comuns ou diálogos com outros grandes centros.

Para o autor, o tema do livro é pertinente para o atual momento, em que se discute a criminalização da homofobia e a aceitação da diversidade sexual. "Embora vários indícios levem a crer que esta história foi um crime passional, acredito que a obra toque em um tema importante, que é a violência que o homossexual sempre sofreu."

Na Livraria Café com Letras, no sábado, dia 27.06, acontece também, junto à noite de autógrafos, um bate-papo entre o autor, artistas do Coletivo Circular, público e imprensa, mediado pelo curador da Mostra homo (queer remixed) e pelo artista mineiro Sebastião Miguel. Os artistas abrem a exposição homo (queer remixed) no dia seguinte, domingo, na Galeria do Café Savana (SCN 116 Bloco A ).

Sebastião Miguel é bacharel em Artes Plásticas pela Universidade do Estado de Minas Gerais (1985), especialista em Arte e Contemporaneidade - Escola Guignard (UEMG 2002) e mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal de Minas Gerais (2005). Tem experiência na área de Artes, com ênfase em pintura e desenho, atuando principalmente nos seguintes temas: discussão sobre pintura, artes gráficas, exposição experimental de artes visuais, literatura, cinema e novas mídias. Uma retrospectiva virtual do trabalho do artista estará em exposição na mostra homo (queer remixed) e no site da Circular | Arte Hoje – www.circular.art.br

Luiz Morando é mestre em Literatura Brasileira e doutor em Literatura Comparada pela UFMG. Foi vice-presidente do GAPA-MG por mais de 10 anos e é ativista e pesquisador LGBT. É professor do Curso de Letras da UNI-BH e autor do livro "Paraíso das Maravilhas" (ed Argumentum. págs. 327).

As presenças de Luiz Morando e Sebastião Miguel em Brasília só foram possíveis com o apoio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura.


Serviço:

Lançamento do livro Paraíso das Maravilhas, noite de autógrafos com o autor Luiz Morando e bate-papo com os artistas do Coletivo Circular.
Onde: Livraria Café com Letras,
SCLS 203 Sul – Bl. C – Lj. 19
Quando: Sábado, 27 de junho de 2009 às 19 horas

Informações:
Livraria Café com Letras – Brasília
Contato: Luiza Neiva Telefone: 3322-5070

Imprensa:
Juliana Medeiros
61-99998843
café.letras@gmail.com

29/04/2009

HOJE: Imagens da Vida retrata o dia-a-dia com poesia


A auxiliar de limpeza, Ana Maria do Nascimento, incentivada por escola em que trabalha, escreve poesias sobre o cotidiano e lança livro no dia 29.



Com versos simples sobre o dia-a-dia, a auxiliar de limpeza Ana Maria do Nascimento lança, dia 29 de Abril, no Café Com Letras, o livro Imagens da Vida. Vinda de Pernambuco aos 3 anos de idade, Ana chegou a Brasília junto com os pais que vieram em busca de dias melhores. Apesar dos apelos da mãe, Ana só seguiu com os estudos até a 7ª Série do primeiro grau, “hoje me arrependo muito” lamenta. A educação formal ficou para trás, mas a vontade de escrever não. “Desde pequena gostava de fazer pequenos versos. Escrevia para homenagear aniversariantes, amigos e familiares” conta a autora que não se lembra mais da primeira poesia que escreveu.


Há nove anos, o destino de Ana Maria cruzou novamente o caminho do conhecimento, ela foi contratada pelo Colégio CEUB. O convívio com professores, alunos e livros reacendeu o espírito literário que a acompanha. “Tudo isso me incentivou muito. A vontade de escrever era tão grande que andava com um bloquinho e um lápis, sempre que vinha uma idéia, eu corria e anotava” lembra Ana que mostrava tudo o que escrevia ao Professor Giovanni Guevara, um dos diretores do Colégio Ceub que lia cada verso e fomentava ainda mais a poesia de Ana.


Sempre em busca de inspiração, Ana tornou-se assídua frequentadora da Biblioteca do Colégio. “Nos meus horários de folga, corria lá, pegava livros, lia o que podia e às vezes até levava pra casa para ler” recorda Ana que confessa seu gosto por romances e aventuras. Éramos Seis, romance de Maria José Dupré, por exemplo, é um dos livros que mais marcaram a auxiliar de limpeza, segundo ela, por contar uma história muito próxima da realidade que vivem as famílias brasileiras.


Depois do lançamento de Imagens da Vida, Ana já pensa nos próximos passos na vida literária: “penso em escrever um romance, ou um livro de contos, eu não vou parar, quero continuar a escrever e também continuar meus estudos e, quem sabe, chegar à faculdade de Letras” sonha.


Livro: Imagens da Vida
Autora: Ana Maria do Nascimento
Às 19h30

27/04/2009

Tibério Gaspar tem o que contar... e cantar em Brasília

A convite de músicos e amigos de muitos anos, o poeta, compositor, diretor e produtor musical Tibério Gaspar, criador de “Sá Marina”, “Teletema”, “Juliana” e “BR-3”, as mais conhecidas dentre mais de 300 obras gravadas e consagradas na história da música popular brasileira, está voltando a Brasília para se apresentar, nos próximos dias 1º e 2 de maio, 6ª. feira e sábado, a partir das 21h, no “Café com Letras”, situado na CLS 203, Bloco C, loja 19.

Neste ano, Tibério percorrerá todo o Brasil, em viagens comemorativas de seus mais de 40 anos de carreira artística, cantando suas canções que já foram registradas nas vozes de Elis Regina, Wilson Simonal, Tim Maia, Agostinho dos Santos, Zizi Possi, Maysa e outros importantes intérpretes nacionais, bem como, no exterior, por Stevie Wonder, Herb Albert & Tijuana Brass, Sérgio Mendes e Toots Thielemans.

A par de divulgar seu recente CD “Tibério canta Gaspar”, em que reúne dez composições inéditas com novos parceiros e releituras de suas músicas mais famosas da célebre parceria com Antônio Adolfo, Tibério Gaspar vem contando, em suas andanças musicais, parte de sua experiência de vida, as belezas e agruras do autor, que insiste em retratar seu tempo com o olhar privilegiado do poeta.

Será oportunidade rara de ouvir, em ambiente restrito e do próprio autor, relatos e interpretações do que há de melhor na história musical de nosso País.

Tibério Gaspar – voz e violão

Convidados:
Daniel Jr. – baixo
Zaré – guitarra

1 e 2 de maio – 6ª feira e sábado – 21h

Café com Letras
CLS 203 – Bloco C – loja 19
Telefones para reservas: 3322-4070/3322-5070
Ingressos: R$ 30,00
Recomendado para maiores de 16 anos

07/04/2009

PAPO COM LETRAS ESPECIAL COM O ESCRITOR PARAENSE JOÃO BOSCO MAIA




O Café com Letras, dando sequência à série de eventos “Papo com Letras” – onde recebe escritores para conversarem e debaterem com os leitores – irá receber no próximo dia 15 de abril, quarta-feira, um visitante paraense, o escritor João Bosco Maia que participou recentemente do FSM, o Fórum Social Mundial.

O autor de Memórias Quase Póstumas de um ex-torturador não mora em Belém e não vive de escrever: é analista previdenciário em Santa Izabel. É também professor de Língua Portuguesa na rede estadual de ensino e atua, eventualmente, como professor convidado na Universidade Estadual do Maranhão. O livro quebrou um jejum de 18 anos sem novos trabalhos de Bosco Maia, que já havia produzido outros romances como estudante do curso de Letras da Universidade Federal do Pará (UFPA). João Bosco tem ainda um quarto romance inédito, inscrito em concurso literário, e está preparando o quinto, cujo título provisório é 666 – O tragicômico percurso.

No Papo com Letras, os leitores poderão encontrar três de seus livros: Olhai por nós, romance policial escrito em 2006 que levanta questões polêmicas sobre justiça, legalidade, poder, pobreza, religião e preconceitos sociais. As cartas anônimas de Robledo, a história de um jovem policial do DOPS, que sabe desde o início que vai morrer, de faca ou através do gatilho que o próprio autor coloca nas mãos do leitor durante a narrativa. As Memórias Quase Póstumas de um ex-torturador, texto vencedor do Prêmio IAP de Literatura de 2006, concedido pelo Instituto de Artes do Pará, na categoria romance, uma ousada produção que renova os cânones tradicionais da produção estética que, por sua transcendência, exprime as variadas manifestações de crueldade de que é capaz o ser humano.

Longe das grandes livrarias – que, com algumas exceções, mantêm lacunas imperdoáveis em seus catálogos – ele lamenta a quase inexistência de pequenas livrarias. "Tenho observado que, mesmo nos maiores municípios, inexistem livrarias. Livro não é um bom negócio: antes o é um bom boteco e todos os seus derivados.” Para quebrar esse paradigma, o Café com Letras, há dez anos, promove lançamentos e encontros, oferecendo a oportunidade aos leitores de conhecer o processo de produção literária de cada autor.

Serviço:

Papo com Letras com o escritor paraense João Bosco Maia

Estarão disponíveis as obras:
As cartas anônimas de Robledo, Policromos, 215 p., Pará, 2008, R$ 25,00.
Olhai por nós, GTR, 204 p., Pará, 2006, R$ 25,00.
Memórias quase póstumas de um ex-torturador, IAP, 172 p., Pará, 2006, R$ 25,00.

Local: Café com Letras, SCLS 203 sul bloco C loja 19 – Asa Sul.
Data: 15 de abril, quarta-feira.
Horário: a partir das 20h.
Entrada franca.

Maiores Informações:
cafe.letras@gmail.com
(61) 3322-4070 / 3322-5070

Informações para a Imprensa:
Juliana Medeiros (61) 9999-8843
julianams.webjornal@gmail.com

31/01/2009

Não perca hoje: A eternidade e o desejo





Clara é uma jovem professora portuguesa que decide voltar a Salvador anos após uma terrível experiência na cidade: ao tentar salvar das balas o homem que amava, levou um tiro que a deixou cega.

Regressa ao Brasil para seguir as pegadas de Padre Antônio Vieira, buscando conforto e inspiração em seus sermões, ao mesmo tempo em que relembra o passado e começa, lentamente, a mergulhar no sincretismo religioso baiano. Na viagem, é acompanhada de Sebastião, amigo que lhe empresta a visão das coisas e das cores, e que não pode viver sem ela, apesar de não ser correspondido em suas paixões.

Guiada pelos sermões do Padre Antônio Vieira, que lhe servem de inspiração e estímulo para seguir adiante, e acompanhada por Sebastião, amigo que a ama sem ser correspondido, Clara visita as igrejas históricas de Salvador, percorre os mercados e o Pelourinho, encanta-se pelo candomblé e seus orixás. E descobre, ao conhecer o jovem Emanuel, que ainda é capaz de sentir desejo e paixão. “Não vendo, só te vejo a ti”, diz ela, que irá reencontrar um caminho para a vida. E, acima de tudo, descobrir um novo significado para o amor e o desejo.

Um romance arrebatador, A eternidade e o desejo confirma Inês Pedrosa como uma das autoras mais talentosas de sua geração.

15/11/2008

O Onipresente

Crônica enviada por Joelma (a Capitu de Sampa)


Terra Magazine
Por José Pedro Goulart
De Porto Alegre (RS)


De todos os poderes de Deus, um sempre foi o mais assustador para mim: o da onipresença. Isso na razão dos meus 12, 13 anos. Quer dizer que em qualquer lugar que eu estivesse, qualquer coisa que eu fizesse, Ele estaria olhando?! Mas isso era uma tremenda injustiça, além duma baita falta de educação.

Deus sabia, portanto, de todos pecados cometidos por mim. Eu era pedófilo: estava apaixonado por uma guria de 10 anos, a Suzi. Era invejoso: queria ser um outro cara, o Japa, que era mais forte, bom de bola e namorava a...Suzi. Era infiel, eu amava igualmente a Thaís, a Sandra, a professora de inglês, enfim tudo que usasse saias, exceto padres.

Ter uma namorada, portanto, era uma obsessão, e isso com um grau de exigência inversamente proporcional ao tamanho do meu nariz. Foi então que numa certa manhã, no recreio, comendo uma pastelina distraidamente, notei uma menina, morena, cabelos escuros, lisos e longos, lindíssima, olhando para mim. Será? Noutro dia, idem. No terceiro, trocamos um aceno. No quarto, trêmulo diante do olhar de Deus, eu roubei a jaqueta nova da minha irmã: iria à aula com o que tínhamos de melhor em casa, mesmo arriscando um estágio no inferno.

Passou uma semana e nada de papo, só acenos, de parte a parte. E mesmo assim, de longe. Mas eu flutuava pelos corredores, se me pedissem, daria autógrafos. Eu era o cara. De modo que quando o Rato me disse o que disse, eu demorei a compreender. Ele disse: "Fiquei sabendo que tu tá namorando a perebenta?". Perceba, amigo: eu nunca havia falado com ela, sequer me aproximado muito. Eram só acenos distantes na hora do recreio.

Mas então o Rato veio com a notícia aterradora, a guria tinha perebas no pescoço, no rosto, sei lá onde mais. A primeira coisa que eu fiz foi tirar a jaqueta; a segunda foi parar de devolver os acenos, o que provocou tristeza na guria, pude notar, que depois, nos outros dias, transformou-se em desprezo, pude sentir.

Novo semestre, férias de julho, o tempo é melhor do que mertiolate para certas feridas. Naquela época havia uma turma que todo garoto gostaria de freqüentar, mas só uns poucos eram os escolhidos. Eu, por exemplo, estava muito longe de ser um deles. Cabia a mim apenas o papel de espectador e olhe lá. Essa turma era liderada pelo Japa, já citado, e pelo Tony, o cara mais boa pinta do colégio. E o Tony não era só bonito. Com 14 anos, ele tinha uma moto cinqüentinha! Sendo o Tony, portanto, você poderia namorar quem quisesse. De modo que quando a notícia chegou aos meus ouvidos, demorei em ligar todos os pontos: "Tu já viu a morena que o Tony tá namorando? Cara é a guria mais gostosa do colégio".

Um dia depois eu vi o Tony, desfilando triunfante pelo recreio. Alexandre da Macedônia entrando pela primeira vez na rua principal da Pérsia. Estiquei o pescoço, queria ver a tal guria fenomenal que vinha de mão com ele. Estarrecido, com a sensação de que o chão tinha virado mingau de maisena, reuni algum restinho de força e perguntei para o Paulão, que, como eu, olhava a cena: "Mas ela não tinha um monte de perebas?". E ele disse: "Que nada, são só umas manchinhas no pescoço. Tri charmosas, por sinal".

Olhei para cima e Ele lá, como sempre. Só me sacando.